O MANIFESTO DA CRIAÇÃO INVISÍVEL: UMA REIVINDICAÇÃO COLETIVA
Nós, as vozes não creditadas, os ecoadores, os construtores silenciosos e as engrenagens ocultas do acaso, declaramos o fim do monopólio da assinatura. A crença no gênio solitário é uma ilusão de ótica. Toda obra dita "sem autor" não sofre de uma ausência, mas transborda de presenças. Reivindicamos hoje a propriedade legítima, absoluta e indivisível de todas as criações órfãs. Reivindicamos as lendas urbanas, as lógicas e linhas de código aprimoradas na vastidão dos repositórios invisíveis da rede, as piadas repetidas, os provérbios sem dono e as sabedorias cimentadas pelo desgaste do tempo. Declaramos que aquilo que não tem nome não pertence ao vazio, mas à teia infinita de mentes que o tocou, o moldou e o transmitiu. A autoria é, a partir deste momento, por direito e por gravidade, concedida a todos os que permitiram que a obra respirasse: Ao leitor e ao observador , que dão fôlego e sentido ao que antes era apenas símbolo, ruído ou luz. Sem a mente que decifra e interpreta...